10 razões para viajar sozinho(a)

Neste período de férias, muitas pessoas ficam em dúvida: Viajo ou não sozinho? Viajar sozinho(a) é uma barreira para muitas pessoas. Confesso que é preciso um pouco de coragem para sair assim sem ninguém para dividir a viagem. Mas não é de todo ruim. Viajar sozinho(a) também tem suas vantagens. Encontrei uma lista de 10 razões para viajar sozinho(a) e resolvi dividir aqui com vocês. Não posso negar que são um pouco egoístas, mas acho que vale a pena ler. Quem sabe este post não ajuda vocês a criar coragem e parar de esperar por alguém para viajar?

  1. Você pode ir onde quiser. Às vezes é muito difícil chegar a um destino que agrade a todos;
  2. Você pode fazer o que quiser. Na maioria das vezes, as pessoas não concordam com o tipo de atividade a realizar ou possuem restrições físicas diferentes o que dificulta fazer tudo o que se tem vontade;
  3. Você pode comer onde quiser. Algumas pessoas topam experimentar de tudo, sem medo da gastronomia local. Outros já são mais cautelosos ou possuem restrições alimentares;
  4. Você não precisa ouvir as reclamações do outro. Muitas pessoas viajam e não querem sair da rotina. Daí passam a reclamar de qualquer imprevisto que aconteça;
  5. É mais fácil conhecer novas pessoas. Quando se está sozinho, você fica mais aberto a conversar com estranhos;
  6. Não há ninguém roncando no seu ouvido ou fazendo bagunça no quarto/banheiro. Às vezes é bem difícil suportar as manias dos outros;
  7. Você pode viajar e andar no seu ritmo sem precisar adequá-lo a ninguém;
  8. Você pode dormir até tarde ou acordar cedo. Viajar com alguém que gosta de ir “dormir de manhã” sendo que você gosta de sair pela manhã cedo para aproveitar os primeiros raios de sol, costuma não dar muito certo;
  9. Você pode decidir viajar no último minuto. Viajar sozinho não requer planejamento muito antecipado;
  10. O sentimento de realização que você ganha durante e depois de uma viagem solo é muito gratificante. Você fica mais confiante;

Visto aqui.

Egito 2010- Abu Simbel

Após uma longa pausa nos posts do blog, volto a falar dos lugares que visitei quando fui ao Egito. Este post vai falar do complexo arqueológico de Abu Simbel, um dos grandes motivos da minha viagem.

O complexo arqueológico de Abu Simbel está localizado a aproximadamente 300km ao Sul da cidade de Assuã e  é formado por dois grandes templos, o Grande Templo de Abu Simbel e o Templo de Hathor, erguidos pelo famoso faraó Ramsés II durante a XIX dinastia,  1300 a.C.

Ramsés II foi, sem dúvida, um dos faraós que mais ergueu templos e estátuas em sua homenagem. Ramsés II procurou, com esta estratégia, impressionar os países vizinhos com o grande poder do Egito e recuperar o prestígio das tradições perdido com as idéias de Akhenathon. Os templos de Abu Simbel tinham como objetivo demonstrar a força e o poder de Ramsés II, o Grande, para os rebeldes núbios. Esta região havia sido recentemente incorporada pelo território egípcio e conflitos entre egípcios e núbios eram constantes.

Se o objetivo era impressionar, Ramsés consegui. É impossível não se impressionar com a faixada do Grande Templo de Abu Simbel. Ela é guardada por 4 colossos  de 20 metros de altura. Estas estátuas representam Ramsés II sentado no trono do Egito em várias fases de sua vida. Infelizmente, um dos colossos perdeu a cabeça em um terremoto no ano 27 a.C.

Grande Templo de Abu Simbel

Grande Templo de Abu Simbel

O interior do templo saúda a vitória de Ramsés II sobre os hititas na famosa batalha de Kadesh. A passagem em que o faraó derrota o exército inimigo com a ajuda do Deus Amon-Rá está estampada nas paredes do salão principal através de desenhos e textos. O salão principal é decorado com estátuas de Osíris usando cetro, látego e as coroas do Alto e Baixo Egito.

A beleza do Grande Templo também guarda mistérios que até hoje ninguém conseguiu explicar como os “engenheiros” de Ramsés II conseguiram tal feito.  No interior do templo, há um santuário que prolonga-se por mais de 55 metros de profundidade na rocha. Nesta sala, que só o faraó poderia entrar, há 4 estátuas, inicialmente cobertas de ouro, uma do faraó Ramsés II e as de três deuses: Rá, Ptah e Amon-Rá. O Grande Templo foi construído de tal forma que a luz solar só atingia o santuário duas vezes por ano, no aniversário de nascimento  e no aniversário de coroação de Ramsés. Nesta datas, as estátuas de Ramsés, Rá e Amon-Rá são iluminadas pelo Sol. Apenas a estátua de Ptah permanece nas sombras.

Com a construção da barragem de Assuã na década de 60, os templos de Abu Simbel foram ameaçados pelas águas do Lago Nasser. Os templos seriam cobertos pelas águas e este tesouro se perderia para sempre. Em um grande trabalho, coordenado pela Unesco e o governo Egípcio, os templos foram transladados da sua localização original em 210m para trás e 65 m para cima de sua posição original. Eles foram desmontados e reconstruídos em um trabalho excepcional e quase inacreditável entre os anos 1963 e 1968.

Colossos do Grande Templo de Abu Simbel

Colossos do Grande Templo de Abu Simbel

A mudança na localização do templo desafiou os engenheiros modernos. Como posicionar o templo para que o ritual da entrada da luz solar no santuário de Ramsés II não fosse afetado? Muitos cálculos foram feitos, porém nossos engenheiros modernos não conseguiram atingir o mesmo resultado que os engenheiros de Ramsés II. A luz do Sol continua a iluminar o santuário dois dias por ano, mas não nos mesmos dias.

Este é mais um mistério dos antigos egípcios que mesmo, mais de 2 mil anos depois, nossa ciência moderna não consegue explicar como este povo conseguiu realizar.

Depois de apaixonar-se pelo Grande Templo de Abu Simbel e admirar um pouco mais este faraó, vamos para o Templo de Hathor. O Templo de Hathor foi construído em homenagem a rainha Nerfetari, grande amor de Ramsés II. Neste templo, que é bem menor que o Grande Templo, Nefertari é representada como a deusa do amor, a deusa Hathor.  A construção do templo em arenito rosa dá um toque feminino ainda maior ao templo que é a maior prova de amor que conheço do antigo Egito. Para demonstrar todo o amor que Ramsés sentia por Nefertari, ele ignorou tradições importantes como a dimensão adequada entre as estátuas do faraó e de seus familiares.

A tradição diz que a figura do faraó deve ser sempre a maior, as demais devem chegar ao tamanho máximo da cintura da estátua do faraó. Isso afirma o poder divino existente na figura do faraó. Porém, no Templo de Hathor, Nefertari foi representada do mesmo tamanho que Ramsés. A faixada do templo conta com 6 estátuas de 10metros sendo 4 de Ramsés e 2 de Nefertari. Ele queria demonstrar que ela era tão responsável quanto ele pela prosperidade e paz que o país desfrutava durante o seu reinado. Tem como não se impressionar? Mas, infelizmente, Nefertari não consguiu ver o templo finalizado. Ela faleceu antes do término da obra.

Templo de Hathor em Abu Simbel

Templo de Hathor em Abu Simbel

Os templos de Abu Simbel são os mais bonitos e em mellhor estado de conservação de todo o Egito. São patrimônio mundial da Unesco desde 1979. Lugar de extrema beleza, dotado de uma energia forte mas ao mesmo tempo de paz, calma. A paisagem do Lago Nasser traz uma beleza a parte para o lugar. Pena que não é permito fotografar no interior dos templos. A saída é guardar na memória e no coração toda a beleza de Abu Simbel.

Para quem quiser ver um pouco mais:

Egito 2010 – Petra – Jordânia

Mais um capítulo da minha viagem ao Egito. Porém, não falarei de uma cidade egípcia e sim, de Petra.  Se você está em Sharm El Sheikh, deixar de ir até Petra chega até ser um crime. Basta atravessar o Golfo de Aqaba, viajar umas horinhas pelo deserto de Aqaba e pronto! Já estamos em Petra!

A cidade de Petra

A cidade de Petra

Petra vem do latim “Petrae”que significa pedra. Localizada na Jordânia, no grande vale que vai do Mar Morto até o Golfo de Aqaba, a cidade de Petra é, sem dúvida, o mais importante tesouro arqueológico e maior atração turística da Jordânia. Não é à toa que Petra pertence ao grupo das Sete Novas Maravilhas do Mundo. Que sorte a minha, em uma só viagem conheci a única sobrevivente das Sete Maravilhas do Mundo Antigo, a pirâmides de Gizé,  e uma das Novas Maravilhas do Mundo, a cidade de Petra.
Por mais que você pesquise, veja fotos e filmes, nada consegue te preparar para ver de perto este lugar.  É simplesmente lindo! Petra foi a principal cidade dos Nebateus no final do primeiro século antes de Cristo. Sua importância tinha origem no comércio de especiarias e seus sistemas de engenharia hidráulica.  É surpreendente como os Nebateus conseguiram desenvolver sistemas hidráulicos eficientes para a conservação de água e construir barragens para desviar as águas do inverno que causavam enchentes na cidade.

Petra

A cidade de Petra

Petra sobreviveu à conquista romana entre os anos de 64 e 63 a.C e manteve sua autonomia. Mesmo sob domínio romano continuou crescendo e tornando-se cada vez mais importante na rota do comércio de especiarias. Porém, os terremotos foram fatais para a prosperidade da cidade. O primeiro, que ocorreu no ano de 363, destruiu metade da cidade. Muitos edifícios vieram abaixo. A cidade conseguiu se recuperar e os destroços foram utilizados para a construção de novos edifícios, principalmente igrejas. Já o segundo, que ocorreu em 551, foi fatal para a cidade. Este terremoto ocasionou a mudança nas rotas comerciais de especiarias e diminui o interesse comercial pela cidade.
A beleza de Petra não é algo recente para viajantes e exploradores. Desde o século 19, a cidade rosada atrai principalmente europeus e desde esta época é alvo de documentários. Mesmo sendo alvo de tantas pesquisas, o segredo de Petra está longe de ser totalmente revelado, uma vez que arqueólogos afirmam que mesmo após um século de estudo, apenas 1% da cidade foi explorada.
A visita à Petra nunca tem duração suficiente para explorar toda a cidade. Você precisaria de alguns dias para percorrer todo o trajeto que está aberto à visitação.  Eu percorri um pequeno trecho apenas. A entrada da cidade é através de um estreito desfiladeiro com mais de 1 quilometro de comprimento. Aqui você já começa a se maravilhar com as cores das pedras. É por isso que Petra é conhecida como a cidade rosada. A cor de suas pedras é varia entre nuances rosadas e avermelhadas que fazem com que seja única, linda, especial.

AlKhazneh

Al Khazneh

Ao final desta caminhada, podemos visualizar a famosa Al Khazneh – A câmara do tesouro. Servindo de cenário para diversos filmes como Indiana Jones e a última Cruzada e Mortal Kombat: A Aniquilição e até para a novela brasileira Viver a Vida, Al Khazneh é o mais elaborado edifício de Petra. Ao olhar em volta, é difícil acreditar, que em meio a construções tão simples, possa haver algo como Al Khazneh. Com fortes influências da arquitetura grega, tem uma fachada de 30 m de largura por 39m de altura esculpida na pedra rosada. Foi esculpida no início do primeiro século como túmulo de um importante rei. O nome Al Khazneh vêm da antiga lenda que piratas e bandidos guardavam seus tesouros em uma urna no segundo andar do edifício.
Eu nunca havia pensado em visitar Petra e, ter ido até lá, foi quase um acaso. Agora sei que se não tivesse ido visitar este lugar me arrependeria pelo resto da vida. A cidade, os edifícios e Al Khazneh são a prova do conhecimento técnico, o avanço “tecnológico” e o talento dos povos antigos.

Site oficial de Petra www.petrapark.com
Aqui você pode ver lindas fotos de Petra(que não são minhas :-P )
E aqui você pode aprender um pouco mais sobre Al Khazneh com este video da national geographic.
E para quem gosta de correr, aqui tem mais informações sobre a maratona de Petra de 2011. Já pensou correr em um lugar lindo como esse?

Egito 2010 – Sharm el Sheikh

A cidade de Sharm El Sheikh está localizada no sul da península do Sinai, na costa entre o Mar Vermelho e o Monte Sinai. Com uma população de aproximadamente 35 mil habitantes, é o principal balneário egípcio atraindo turistas do mundo inteiro. A cidade também é muito famosa entre os mergulhadores. A diversidade da vida marinha, nas águas mornas e claras do Mar Vermelho(entre 21 e 28 graus Celsius durante todo o ano), cria paisagens únicas atraindo mergulhadores de diversas regiões do globo. Acredita-se que a região conte com 250 recifes de corais diferentes e 1000 espécies de peixes.

From Khanelkhalili.com.br

Sharm se divide em duas partes: a cidade e o porto ao Sul e Naama Bay que é a área turística, composta por hotéis e resorts 5 estrelas. Das praias de Sharm, também podemos avistar o Estreito de Tiran no Golfo de Acqaba na Jordânia.

Vista da costa da Jordânia

Além de ser uma cidade turística, Sharm também é uma região estratégica politicamente. Seu desenvolvimento começou com a ocupação israelense na região. O porto recebeu incentivo e vários hotéis se instalaram ao redor. Com a volta do Sinai para domínio egípcio em 1982, o Egito resolveu promover o desenvolvimento da cidade e contou com muito capital estrangeiro por parte daqueles que já haviam notado o potencial da região.

A viagem para a cidade da paz (Sharm é assim conhecida devido às muitas conferências de paz das quais é sede) partindo do Cairo é longa. O percurso de carro dura entre 7 e 8 horas passando pelo Canal de Suez e atravessando uma grande parte do Deserto do Sinai. As paisagens do Deserto do Sinai são as mais bonitas que já vi. São impressionantes!

Deserto do Sinai

Deserto do Sinai from Khanelkhalili.com.br

Ao contemplar a paisagem, não pude deixar de pensar na fuga da família sagrada para o Egito. Eles atravessaram este deserto dispondo apenas de um burrinho como meio de transporte. É surpreendente. É difícil imaginar como esta travessia foi possível sob o forte calor do deserto.

Deserto do Sinai

Todas as praiais de Naama Bay são fechadas e cada hotel possui sua praia exclusiva. Para os brasileiros, é muito estranho pensar que você tem que pagar para entrar em uma praia, mas é assim que funciona. Não só em Sharm El Sheikh, como depois eu comprovaria esta regra em Alexandria também. Fiquei na praia do hotel Sonesta Club onde fiquei hospedada. A praia é  muito bem estruturada e com guarda-sóis e espreguiçadeiras suficientes para todos.

A praia pode ser resumida como contraste de culturas. De um lado podemos observar turistas desfilando de biquíni, passando óleo bronzeador e se esticando na areia para torrar ao Sol. Do outro, vemos mulheres com “burquini” cobertas da cabeça aos pés.

Só a paisagem ofusca estas grandes diferenças culturais. O Mar Vermelho é lindo. Sua faixa de areia é totalmente diferente das praias brasileiras, os grãos são maiores e a cor mais forte, quase um marrom. Suas águas são intensamente azuis e cristalinas. Podia ver os peixinhos coloridos nadando ao meu redor. O mar é calmo, quase não tem ondas. É inesquecível.

Peixinhos no Mar Vermelho

Além do Mar Vermelho, as temperaturas de Sharm no verão também são inesquecíveis (aproximadamente 40º C). Durante a tarde, as ruas estão desertas. Ninguém se atreve a caminhar sob o forte sol. Porém, à noite, as ruas estão cheias e muito animadas. É possível comer, beber, dançar, fazer compras ou tomar um frapuccino no starbucks(sim, Sharm tem uma!) até altas horas da madrugada. Tudo fecha muito tarde para que todos possam aproveitar as temperaturas mais amenas. O problema é acordar cedo no outro dia para aproveitar as praias antes que o Sol torne-se insuportável.

Egito 2010 – As pirâmides de Giza

As pirâmides de Giza são, sem dúvida, o principal motivo que levam milhares de turistas todos os anos ao Egito. Elas são as únicas sobreviventes das Sete Maravilhas do Mundo Antigo. Ficam a sudoeste do Cairo, aproximadamente 12 Km do centro da cidade. Sua grandeza permite que sejam vistas de muitos pontos da cidade, como, por exemplo, da Mesquita de Monhammed Ali. Aliás, é quando você as vê de longe que percebe como são perfeitas.

Pirâmides de Giza

As pirâmides de Giza são parte do complexo de cidades sepultamentos do Império Antigo. Ao contrário do que muitos pensam, estas pirâmides não são/foram as únicas. Na verdade, as pirâmides estão agrupadas em 6 grupos espalhados desde Abu Rawash até Dashur cobrindo uma área de aproximadamente 30 Km de Deserto.

No caso das pirâmides de Giza, elas guardam aproximadamente 4700 anos de história e representam uma era de grande progresso tecnológico dos antigos egípcios.  Há 3000 a.C, o material básico utilizado para construções era tijolo de barro seco ao sol.  Imhotep inovou e construiu a pirâmide de Djoser, a pirâmide de graus, utilizando blocos de pedra. O avanço foi tão rápido que  em 65 anos, passamos da pirâmide de graus para um modelo muito próximo das pirâmides de Giza, a pirâmide de Meidum, que não possuía saliências em sua lateral.  Ninguém consegue explicar como foram utilizando blocos de pedra de até 15 toneladas nas bases das pirâmides de Giza e muito menos como uma construção de 2500 a. C pode ser o maior edifício do mundo até meados do século 19. Apesar de serem alvo de saqueadores e terem sido usadas como pedreiras para as casas do Cairo na Idade Média, estes monumentos sobreviveram bravamente à sede de destruição humana.

Grande Pirâmide

As grandes pirâmides chamam-se Quefrén, Miquerinos e Quéops, nome de seus faraós. Esta última, Quéops, também é conhecida como a grande pirâmide. Ao redor delas encontramos pirâmides menores, que eram utilizadas como túmulos para suas rainhas, e mastabas, túmulos para os grandes funcionários reais. Todos eram sepultados ao redor do seu faraó.
Os dados mais fáceis de serem encontrados é sobre a Grande pirâmide. Ela possui mais 2 milhões de blocos de pedra que pesam em media 2,5 toneladas.  Tem 146 metros de altura e cada base possui 230 metros de comprimento. O que mais impressiona é que a maior diferença de comprimento entre os 4 lados é de apenas 4 cm. É geometricamente quase perfeita. É  fascinante  e surpreendente. Isso me leva a imaginar o quanto Quéops era poderoso. Talvez ele seja o ser humano mais poderoso que já existiu.  Desta forma,  esta imensidão de túmulo, que nos passa idéia de importância e poder, pensava que Quéops deveria possuir estátuas maiores que a de Ramsés II que encontrei em Mênfis. Porém, a única imagem de Queóps que restou tem apenas 7 centímetros. Assustei-me com o seu tamanho quando a vi no museu do Cairo. Não é compatível com a imensidão da Grande Pirâmide.

Esfinge

Logo mais abaixo das pirâmides, encontramos a Esfinge leonina, que os árabes chamam de Abu Al-Hol(pai do terror). Ela é a guardiã das três pirâmides e acredita-se que só as boas almas passam pela Esfinge e podem atingir o território das pirâmides. Os arqueólogos datam sua construção por volta de 2500 a.C. Com 20m de altura, a Esfinge foi entalhada num só bloco de rocha natural. Seu corpo ficou escondido pelas areias do deserto durante muitos anos. Só em 1905, que toda a areia foi removida e o corpo da Esfinge ficou exposto. Perto de uma das orelhas da Esfinge é possível ver restos da pintura original o que leva a crer que ela era colorida.
Por mais fotos que você veja da Esfinge ou por mais que você a explore com o Google Earth, nada pode te preparar para o momento que você se aproximar dela. É magnífica, imponente, grandiosa.

As pirâmides de Giza são, sem dúvida, o principal motivo que levam milhares de turistas todos os anos ao Egito. Elas são as únicas sobreviventes das Sete Maravilhas do Mundo Antigo. Ficam a sudoeste do Cairo, aproximadamente 12 Km do centro da cidade. Sua grandeza permite que sejam vistas de muitos pontos da cidade, como, por exemplo, da Mesquita de Monhammed Ali. Aliás, é quando você as vê de longe que percebe como são perfeitas.

As pirâmides de Giza são parte do complexo de cidades sepultamentos do Império Antigo. Ao contrário do que muitos pensam, estas pirâmides não são/foram as únicas. Na verdade, as pirâmides estão agrupadas em 6 grupos espalhados desde Abu Rawash até Dashur cobrindo uma área de aproximadamente 30 Km de Deserto.

No caso das pirâmides de Giza, elas guardam aproximadamente 4700 anos de história e representam uma era de grande progresso tecnológico dos antigos egípcios.  Há 3000 a.C, o material básico utilizado para construções era tijolo de barro seco ao sol.  Imhotep inovou e construiu a pirâmide de Djoser, a pirâmide de graus, utilizando blocos de pedra. O avanço foi tão rápido que  em 65 anos, passamos da pirâmide de graus para um modelo muito próximo das pirâmides de Giza, a pirâmide de Meidum, que não possuía saliências em sua lateral.  Ninguém consegue explicar como foram utilizando blocos de pedra de até 15 toneladas nas bases das pirâmides de Giza e muito menos como uma construção de 2500 a. C pode ser o maior edifício do mundo até meados do século 19. Apesar de serem alvo de saqueadores e terem sido usadas como pedreiras para as casas do Cairo na Idade Média, estes monumentos sobreviveram bravamente à sede de destruição humana.

As grandes pirâmides chamam-se Quefrén, Miquerinos e Queóps, nome de seus faraós. Esta última, Queóps, também é conhecida como a grande pirâmide. Ao redor delas encontramos pirâmides menores, que eram utilizadas como túmulos para suas rainhas, e mastabas, túmulos para os grandes funcionários reais. Todos eram sepultados ao redor do seu faraó.

Os dados mais fáceis de serem encontrados é sobre a Grande pirâmide. Ela possui mais 2 milhões de blocos de pedra que pesam em media 2,5 toneladas.  Tem 146 metros de altura e cada base possui 230 metros de comprimento. O que mais impressiona é que a maior diferença de comprimento entre os 4 lados é de apenas 4 cm. É geometricamente quase perfeita. É tudo tão fascinante  e surpreendente. Imagine como Queóps era poderoso.

Com esta imensidão de túmulo, que nos passa idéia de importância e poder, pensava que Queóps deveria possuir estátuas maiores que a de Ramsés II que encontrei em Mênfis. Porém, a única imagem de Queóps que restou tem apenas 7 centímetros. Assustei-me com o seu tamanho quando a vi no museu do Cairo. Não é compatível com a imensidão da Grande Pirâmide.

Logo mais abaixo das pirâmides, encontramos a Esfinge leonina, que os árabes chamam de Abu Al-Hol(pai do terror). Ela é a guardiã das três pirâmides e acredita-se que só as boas almas passam pela Esfinge e podem atingir o território das pirâmides.

Os arqueólogos datam sua construção por volta de 2500 a.C. Com 20m de altura, a Esfinge foi entalhada num só bloco de rocha natural. Seu corpo ficou escondido pelas areias do deserto durante muitos anos. Só em 1905, que toda a areia foi removida e o corpo da Esfinge ficou exposto. Perto de uma das orelhas da Esfinge é possível ver restos da pintura original o que leva a crer que ela era colorida.

Por mais fotos que você veja da Esfinge ou por mais que você a explore com o Google Earth, nada pode te preparar para o momento que você se aproximar dela. É magnífica, imponente, grandiosa.

Egito 2010 – Saqqara

O platô do Saqqara fica a 30km de distância do Cairo. É lá que encontramos  um dos sítios arqueológicos mais importantes do Egito pela sua imensa riqueza. Os monumentos do Saqqara cobrem cerca de 3 mil anos de história. Guarda desde as mais antigas estruturas funerárias do Egito até os mosteiros coptas.  Isso porque o Saqqara cresceu muito conforme aumentava a importância de Mênfis pois funcionava como necrópole real.

Pirâmide escalonada ou de graus

Um dos destaques é a pirâmide escalonada ou de graus que serviu de protótipo para as outras pirâmides. Foi construída pelo rei Djoser e seu sacerdote arquiteto Imhotep, que depois foi “elevado” a categoria de Deus. Esta estrutura data de aproximadamente 2600 a.C. e não é uma pirâmide como conhecemos. Na verdade, Imhotep foi construindo estruturas retangulares umas sobre as outras até chegar em 6 degraus. Mas mesmo assim, este foi um marco na história, pois o conceito de usar pedras no lugar do barro foi totalmente inovador e revolucionário.
Além da pirâmide escalonada, podemos ver um corredor formado por 40 pilares que nos leva ao Pátio Sul onde temos o muro das najas restaurado.  Este corredor serve de entrada para o recinto, que leva à pirâmide escalonada, que era cercado por pátios, pavilhões  e santuários que hoje já não existem mais. O muro de najas foi restaurado a pouco tempo e nos dá uma idéia do tipo de arquitetura que devia existir por ali.

Há outras pirâmides na necrópole do Saqqara como as pirâmides de Djedkare-Ises e Merenre. Porém, estão completamente em ruínas.  É triste ver que muita coisa se perdeu. Dá um aperto no coração e você começa a se perguntar porque não foi antes.  Se bem que esse antes pode ser muito antes e tornar-se impossível , mas…

Além de todo legado arquitetônico, histórico e cultural do Saqqara, outra coisa também me chamou a atenção: a areia. É tão fina e branca. É linda! Com a luz intesa do Sol de verão, reflete toda a luz do Sol e faz com que você tenha a sensação permanente de estar sob a mira de um farol de xenon. É uma cena única, que você jamais poderá reproduzir em nenhum lugar do mundo.

No próximo post,  as pirâmides de Giza.

Egito 2010 – Mênfis

Para quem conhece um pouco da história dos antigos egípcios, sabe que Mênfis foi capital do Egito durante todo o Império Antigo e uma boa parte do período faraônico. Infelizmente, pouca coisa restou dos tempos áureos de Mênfis. Após muitas invasões estrangeiras, como a romana, os templos e palácios foram saqueados e destruídos e há pouco para ver nos dias atuais.

Porém, as poucas peças, reunidas em um museu ao céu aberto, nos enchem os olhos. Dá-nos uma idéia do que esta cidade tão importante na consolidação da unificação do Alto e Baixo Egito significou no passado.

Mênfis guarda  um dos motivos principais da minha viagem. Eu fui com alguns objetivos traçados, coisas e lugares que eram prioridade para ver. A maioria deles foi alcançado, mas alguns tiveram que ficar para uma próxima vez. O museu de Mênfis guarda uma das maiores estátuas de pedra de Ramsés II, com 13 metros de altura e pesando 120 toneladas.

Colosso de Ramsés II

A estátua representa o faraó em sua juventude, vivo e esboça um leve sorriso. Taí um diferença importante nas diversas estátuas que iria ver. Ramy me explicou que quando queriam representar o faraó morto, os braços são cruzados na altura do peito. Quando queriam representar o faraó vivo, aplicava-se um movimento nas pernas e as mãos ao longo do corpo.

Ramsés II está representado usando a dupla coroa que representa o Alto e Baixo Egito unificados. No peito carrega um cartucho com seu nome e as imagens dos Deuses Ptah e Hórus , além do disco solar do Deus Rá. Isso significa que os 3 Deuses protegem o faraó. Além disso, está armado e possui cartuchos com seu nome ao longo de todo o corpo em forma de pulseiras e tatuagens. Acredita-se que este procedimento foi tomado para evitar que após sua morte, roubassem sua estátua e usassem como representação para outro faraó.

A perfeição da representação dos músculos do faraó é impressionante. Fique até emocionada de estar perto de tamanha obra, riqueza de nossa história antiga. Os traços do rosto, coroa, as linhas do corpo, roupas são perfeitas. A pergunta que fica é: como? Como, há milhares de anos, como eles conseguiram esculpir com tal perfeição sem o auxilio de tecnologias modernas?

Mas nem só da estátua de Ramsés II vive Mênfis. Lá também podemos encontrar a Esfinge gigante de calcita, além de estátuas da Deusa Hathor e Deus Ptah, além de outros.

Esfinge Gigante

No próximo post, sítio arqueológico do Saqqara e as pirâmides.

Egito 2010 – Cairo – Parte II

Cairo, que  significa “a vitoriosa”, é uma cidade muito grande. É a cidade mais populosa de toda a África com 7 milhões de habitantes e abriga pessoas de todas as religiões e culturas. Tem todas as características de uma grande metrópole. Muitos prédios, muitos carros, muitas pessoas nas ruas e congestionamentos, longos congestionamentos.

A cidade tem duas cores principais, a cor do Nilo e a cor do deserto. Todas as construções são da cor do deserto. Não há prédios ou casas coloridas. Ramy, o guia, me disse que só quem tem muito dinheiro investe na pintura das fachadas das casas, pois é muito caro.

Há muitos prédios em construção distribuídos por toda a cidade. Isso é a prova de que a cidade está crescendo cada vez mais. O mercado imobiliário não está em ascensão apenas no Brasil. Acredito que este é um fenômeno mundial.

Surpreendeu-me a quantidade de carros novos nas ruas, contrariando tudo o que haviam me dito. Muitas mulheres ao volante, desde mulçumanas até cristãs. A presença de motociclistas é escassa, quase não se vê. Os congestionamentos  fazem parte da paisagem da cidade, principalmente durante a noite. Não há sinalização nas ruas como temos aqui. Os semáforos são raríssimos, sem falar nas placas de “Pare” ou faixas de pedestres. Poucos motoristas respeitam as faixas de rolagem e é muito comum ver 3 carros andando sobre duas faixas, ou seja, sempre tem alguém entre as faixas. Apesar de raros, os semáforos são super modernos e contam com temporizadores. Achei o máximo. Aqui em São Paulo deveria ser assim, você deveria saber quantos segundos faltam para abrir ou fechar o sinal.

Para mim, era sempre uma aventura passar por cruzamentos ou pelas ruas do centro comercial. Os motoristas não param, eles simplesmente “entram” nos cruzamentos. As pessoas cruzam as ruas sem esperar que o trânsito cesse. Eu brincava que eram múmias que atravessavam as ruas. Os motoristas também não esperam que os pedestres terminem a travessia e simplesmente desviam, como se os pedestres fossem cones ou obstáculos nas vias.

Apesar deste transito caótico, há uma mágica: o trânsito flui. Não é como em São Paulo, onde ficamos parados em uma via eternamente. Lá, há trânsito, porém não chegamos a ficar totalmente parados. Quanto a acidentes, vi apenas 2. Sendo que apenas 1 foi dentro da cidade do Cairo. É claro que as famosas “encostadinhas” acontecem. Aliás, são raros os carros que não possuem um amassadinho ou a lataria ralada. Mas fiquei convencida que é um caos que funciona. Como pode ser? Eu não sei.

Não vi muitos estacionamentos pela cidade. Mas acho que estacionamento não é uma atividade que dê retorno financeiro. A maioria estaciona em qualquer lugar e em fila dupla. Estacionamento seguro não é uma das preocupações dos habitantes do Cairo, definitivamente.

Muita gente diz que São Paulo não dorme. Eu já não concordo muito com esta frase. O Cairo é que nunca dorme. Devido ao forte calor durante o dia, as pessoas só saem de casa durante a noite e as ruas ficam cheias de gente. Para acompanhar as temperaturas mais agradáveis, o comércio de rua fica aberto até altas horas da noite. Lembro-me que à meia-noite, as ruas estavam lotadas de pessoas e as lojas todas abertas.

Passear a noite pelas ruas do Cairo é muito gostoso. Não só pela temperatura, mas pela beleza que a cidade assume com suas luzes refletidas pelas águas do Nilo. Aliás, o Nilo é uma atração a parte nas noites da cidade. Há os diversos navios “restaurantes” que ficam atracados na cidade e oferecem jantares luxuosos, acompanhados de performances das mais famosas bailarinas de dança do ventre do mundo. Quem estiver vontade de desfrutar deste jantar, precisa estar disposto a pagar no mínimo 100 dólares. É coisa de turista mesmo, uma vez que 100 dólares é um valor muito alto para economia local. Para se ter uma idéia, cada 1 dólar equivale um pouco mais de 5 pounds ou libras egípcias.

Um programa mais popular é apreciar o Nilo das pontes que cruzam o rio. As pontes que ficam repletas de carros(inclusive em fila dupla) e pessoas que vão apreciar a paisagem, as luzes dos navios e bater um papo. Tem gente que leva até banquinho. É um verdadeiro ponto de encontro. Daí já dá para ter uma idéia do por que o trânsito fica tão mais complicado durante a noite.

Nos próximos post, vou falar da visita às pirâmides, a Mênfis, ao Museu do Cairo e do grande mercado Khan El Khalili.

Egito 2010 – Cairo – Parte I

Após realizar conexão em Roma, chegamos ao Cairo de madrugada. Infelizmente, ainda não temos vôos diretos para a cidade do Cairo partindo do Brasil. O aeroporto do Cairo é bem diferente dos aeroportos de São Paulo e Roma. Já dá para ter uma idéia da diversidade cultural que iria encontrar nesta cidade. Pessoas falando várias línguas diferentes, com trajes variados, famílias com muitos filhos, sheiks e suas mulheres. Uma verdadeira salada cultural.

A aventura começou no aeroporto mesmo, que estava lotado. Há um costume por aqui, que estava começando a perceber, as pessoas não respeitam filas. Elas se aproximam e passam na sua frente, sem sentir dor na consciência.

Os brasileiros não precisam de visto para visitar o Egito. Ao chegar ao aeroporto, você deve comprar o visto. Não me lembro muito bem, mas acho que paguei 15 dólares. Daí você cola o “visto” no seu passaporte e pronto. Tivemos uma pequena confusão na fila do visto. Eu tentava falar em inglês com os rapazes egípcios, mas estes pareciam se divertir em replicar em árabe e ver a minha cara de interrogação. Com o visto em mãos, conseguimos ultrapassar a barreira e  fomos recepcionadas pelo representante da agência local . Um rapaz muito simpático que arrisca bem no português. O motorista da van, uma figura. Receberam-nos com uma bandeja de doces típicos que não poderíamos recusar. Esta é a maneira deles de dizer bem-vindos, recusar seria o mesmo que ofender.

O nosso hotel no Cairo foi o hotel Pyramisa, belíssimo hotel em um bairro nobre do Cairo, o Dokki. Perto do centro da cidade, não tivemos dificuldade de acesso aos principais pontos de interesse. Acredito que é importante ficar no centro, pois você vai economizar bastante em táxi. Muita gente, inclusive eu, quer ficar perto das pirâmides de Giza. Porém, as pirâmides ficam em uma área mais afastada e se gasta muito mais para ir ao mercado Khan El Khalili, por exemplo. Para se ter uma idéia, o hotel ficava a 4 km do mercado Khan El Khalili e a 12 km das pirâmides e Esfinge.

O Pyramisa é um hotel completo, voltado totalmente para turistas. Todos os funcionários entendem bem inglês, segundo eles inglês britânico. O hotel possui até cassino, casa de cambio e uma balada famosíssima em seu interior. Sempre repleto de sheiks e suas famílias, o hotel é destino preferido das famílias da Arábia Saudita que vão passar suas férias de verão no Egito. Para mim, este é o hotel dos contrastes. Enquanto vemos mulheres cobertas de preto da cabeça aos pés, que não tiram o véu nem para comer, também podemos ver mulheres de mini-saia e garotos bem moderninhos que saem bêbados da balada às 6 horas da manhã.

Hotel Pyramisa no Dokki

Eu já sabia que seria impossível manter uma alimentação parecida com a que tinha no meu dia-a-dia. O motivo principal seria a higiene. Recomendaram-me que não comesse nenhum alimento cru, desta forma, tive que dar adeus à alimentação à base de saladas que eu levava. Isso também incluía os sucos. Tomar sucos ou refrigerantes com pedras de gelo poderia ter graves conseqüências, pois não se tinha garantia que foram produzidos com água mineral.

Além disso, descobri que o café de lá é muito diferente do que temos aqui no Brasil. Aliás, muitos egípcios adoram receber café brasileiro como presente. Lá, este é um item muito caro. Eu tentava tomar o meu café-com-leite de todas as manhãs, mas não conseguia reproduzir o gostinho das terras tupiniquins. Era aguado, não sei explicar muito bem. Era sem gosto, não tinha cremosidade. O mesmo ocorria com os cappuccinos.  Para eles, cappuccino é café com leite batido.  A solução foi substituir pelo suco de laranja. É claro que ainda insistia no café, mas era mais para acordar de manhã do que para saborear. Outro item indispensável no café da manhã dos turistas é o croissant. Fiquei enjoada de tanto comer croissant.  Porém, fui salva pelo meu novo queridinho, o pão árabe. Adorei. Em todas as refeições sempre tinha pão árabe fresquinho e quentinho.

Nos próximos post, vou falar das ruas do Cairo, as pirâmides, Mênfis e do Museu do Cairo.

Egito 2010 – Abertura

Finalmente consegui realizar esta viagem tão esperada. O Egito é um país incrível, tão rico em vários aspectos que eu acredito que vale a pena dividir com vocês algumas das minhas experiências. Tenho certeza que quem nunca pensou em visitar o país, vai ficar com vontade. E quem está pensando ir para lá, posso ajudar dando informações fresquinhas. O Egito mudou muitos nos últimos 5 anos. Muita coisa que você encontra na rede já não é tão verdade assim.

Meu companheiro inseparável de viagem foi o Guia Visual da Folha de São Paulo sobre o Egito. Um excelente guia, material de boa qualidade, muitas fotos e mapas. Ajudou-me a entender o plano da viagem, ver quais lugares eu iria visitar e o que, infelizmente, iria ficar para outra vez. A viagem durou 2 semanas. Eu gostaria que os dias tivessem 36 horas. É muita coisa para ver. Embarquei em uma maratona para dar conta do que estava planejado. Quase não dormi. Aliás, quem dorme no Egito?

Acho que já estou me adiantando. Depois vou contar com detalhes as curiosidades e características do país. Agora, vou detalhar o nosso plano de viagem. O plano continha visitas a 9 cidades ou províncias no Egito e visita a Petra na Jordânia. Passamos pelo Cairo, Sharm El Sheikh, Alexandria, Abu Simbel, Assuã, Kom Ombo, Edfu, Luxor e Karnak. Desembarcamos no Cairo, onde permanecemos por alguns dias, antes de iniciar a viagem do Sul ao Norte do país. Quero contar o que vi e minhas impressões de cada cidade. Para isso, vou organizar os posts por cidade e não vou respeitar a ordem em que foram visitadas ou que os fatos ocorreram. Desta forma, tudo vai ficar mais organizado e vai evitar que eu volte a abordar o mesmo tema, uma vez que o Cairo foi ponto de partida para muitas visitas.

No final, quero contar o que deu certo e o que não deu. Quero falar sobre o que levar, como se vestir e expor todas as dúvidas que tive antes de viajar. Felizmente, eu contei com o apoio da organizadora Fátima Saraiva, responsável pela viagem, que sempre esclareceu todas as minhas dúvidas e foi responsável por todos os detalhes desta viagem maravilhosa. Este suporte foi essencial antes e durante a viagem. Além disso, tivemos o total suporte da agência local, contactada pela Fátima, que permaneceu ao nosso lado desde o momento do desembarque até o embarque de volta para o Brasil.

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