A menina que brincava com o fogo
30 Apr 2012 Leave a Comment
in Literatura Tags: a menina que brincava com o fogo, Lisbeth Salander, millenium, Stieg Larsson
Se você não leu o volume 1 e nem assistiu ao filme, cuidado! Este post contém spoilers.
O filme hollywoodiano, sobre o primeiro livro da trilogia millenium, me deixou muito empolgada para ler os livros. Imediatamente, comecei a ler o volume 1 e adorei. O livro é muito bom. Ainda melhor que o filme. Desta forma, não poderia parar por aí. Finalizei a leitura do volume 2, A menina que brincava com o fogo, e gostaria de comentar aqui para vocês.
Para quem conhece a história do volume 1, sabe que Lisbeth Salander é uma garota especial. Considerada incapaz pelo Estado, foi colocada sob tutela. Mas isso não a impediu de ser uma das hackers mais poderosas da Suécia e quem sabe até do mundo. Graças aos seus conhecimentos na área, Lisbeth Salander conseguiu roubar bilhões de coroas do empresário corrupto Wennerstrom e tornou-se uma mulher rica. No volume 1, Lisbeth e Mikael esclareceram o mistério sobre o desaparecimento de Harriet Vanger e desmascararam os negócios ilícitos de Wennerstrom. Se no volume 1, esta dupla dedicou-se a resolver problemas alheios, o volume 2 é totalmente voltado para o mistério que envolve a vida de Salander.
Devo confessar que o início do livro não é muito animador. O autor não apresenta o tema central da trama logo de cara. Você terá que vencer páginas e páginas de descrição do cotidiano de Salander viajando pelo exterior. Ela é uma garota rica com o dinheiro que roubou de Wennerstrom e saiu da Suécia para fugir de Mikael principalmente. Cortou os vínculos com as poucas pessoas amigas na Suécia e saiu pelo mundo.
A parte inicial do livro é bem chata e quase me fez desistir. Mas aos poucos o autor vai nos guiando ao tema: Violência contra as mulheres. E mais uma vez vamos descobrir que Salander tem muita experiência nisso.
Lisbeth Salander é o centro da trama. Um triplo assassinato acontece e Salander torna-se a principal suspeita e passa a ser caçada pela polícia de Estocolmo. E como não podia deixar de ser, duas das vítimas estão intimamente ligadas à redação da revista Millenium e com a investigação da nova matéria de Mikael, o comércio de mulheres estrangeiras na Suécia. Quando a história chega neste ponto, não há como parar de ler. Torna-se um pouco difícil acompanhar a vasta lista de personagens, mas a forma como o autor conduz os fatos é mágica. Você se envolve e não quer parar de ler até saber o que vai acontecer com Salander, se ela é ou não inocente e qual será o desfecho desta história.
O livro é muito bom. Arrisco dizer que é até muito melhor que o primeiro. O personagem de Salander brilha e carrega a responsabilidade da narrativa nas costas. Ela é a peça chave para toda a investigação. Ela não foi considerada incapaz pelo Estado à toa. Na verdade, isso aconteceu para esconder muitos segredos e corrupção. A construção da personagem é muito bem feita, de forma que o autor vai soltando várias peças da vida da protagonista e depois passa a amarrá-las uma a uma. É incrível como o autor conseguiu ser coeso e juntar tudo. Você não acaba o livro frustrado porque algumas coisas não foram explicadas. Eu gosto desta característica. Gosto quando o autor se propõe a contar algo para prender o leitor e depois explica porque fez isso.
Se você leu o meu comentário sobre o livro 1, sabe que eu falei do spoiler do filme hollywoodiano. Eu sai em vantagem comparada a alguém que não assistiu ao filme. Desde o início sabia do fato de que Salander tinha tentado matar o próprio pai. Daí não fica difícil imaginar o porque ela é super fechada. Não dá para imaginar que alguém que tentou matar o próprio pai tenha tido uma infância feliz. Daí, quando o autor menciona o nome Zala e todo o seu mistérios, não fica díficil imaginar quem seria ele. Acho que se eu não tivesse assistido ao filme, teria curtido um pouco mais o mistério de Zala.
É importante lembrar que, nos livros, Mikael não sabe nada da vida de Salander. Ele não sabe que ela passou a infância internada, que foi declarada incapaz e que ela tentou matar o próprio pai. O filme nos passa a idéia errada de que ele já sabe de tudo isso. Isso me confundiu no segundo livro pois eu parti do príncipio que ele já sabia quando na verdade ele foi totalmente surpreendido por todos este fatos quando a polícia inicia a caça à Salander.
Eu recomendo muito a leitura da trilogia. Já estou com a leitura do último volume bem avançada. Porém só recomendo que você leia o volume 2, se tiver intenção de ler o volume 3. O desfecho da história da vida de Salander não se dá no volume 2. Só sabemos o que acontecerá com a moça no final do terceiro livro. Que Deus me perdoe pelo que eu vou dizer, mas ainda bem que o Stieg Larsson só morreu depois de terminar a trilogia!
Os homens que não amavam as mulheres: livro vs filme americano
11 Apr 2012 1 Comment
in Filmes, Literatura Tags: filme americano, livro, Stieg Larsson
Aconteceu algo inédito ao comparar o filme americano com o livro do volume 1 da coleção Millenium: achei o filme bem fiel ao livro. Mas, preciso confessar que isso ocorreu, provavelmente, porque li o livro depois de assistir ao filme. Se eu soubesse que a história era tão boa assim, já teria dado uma chance para coleção Millenium. Aliás, estou lendo o volume 2 e, em breve, faço uma resenha aqui no blog.
Para quem não conhece a história, segue a sinopse do livro:
Primeiro volume de trilogia cult de mistério que se tornou fenômeno mundial de vendas, Os homens que não amavam as mulheres traz uma dupla irresistível de protagonistas-detetives: o jornalista Mikael Blomkvist e a genial e perturbada hacker Lisbeth Salander. Juntos eles desvelam uma trama verdadeiramente escabrosa envolvendo a elite sueca. Os homens que não amavam as mulheres é um enigma a portas fechadas – passa-se na circunvizinhança de uma ilha.
Em 1966, Harriet Vanger, jovem herdeira de um império industrial, some sem deixar vestígios. No dia de seu desaparecimento, fechara-se o acesso à ilha onde ela e diversos membros de sua extensa família se encontravam. Desde então, a cada ano, Henrik Vanger, o velho patriarca do clã, recebe uma flor emoldurada – o mesmo presente que Harriet lhe dava, até desaparecer. Ou ser morta. Pois Henrik está convencido de que ela foi assassinada. E que um Vanger a matou.
Quase quarenta anos depois o industrial contrata o jornalista Mikael Blomkvist para conduzir uma investigação particular. Mikael, que acabara de ser condenado por difamação contra o financista Wennerström, preocupa-se com a crise de credibilidade que atinge sua revista, a Millennium. Henrik lhe oferece proteção para a Millennium e provas contra Wennerström, se o jornalista consentir em investigar o assassinato de Harriet. Mikael descobre que suas inquirições não são bem-vindas pela família Vanger. E que muitos querem vê-lo pelas costas. De preferência, morto.
Com o auxílio de Lisbeth Salander, que conta com uma mente infatigável para a busca de dados – de preferência, os mais sórdidos -, ele logo percebe que a trilha de segredos e perversidades do clã industrial recua até muito antes do desaparecimento ou morte de Harriet. E segue até muito depois…. até um momento presente, desconfortavelmente presente
A história é bem forte. Apresenta cenas fortes que envolvem violência sexual, personagens complexos que lidam com sentimentos dolorosos, solidão e afastamento social. Não pense que o autor te poupa dos detalhes. A descrição das cenas são marcantes. No início, achei que o Mikael Blomkvist seria o centro das atenções. O jornalista, injustiçado que tenta provar sua inocência e reconquistar sua credibilidade no mercado, seria o grande responsável pelo fim de um grande mistério. Mas tanto no livro quanto no filme, acho que Lisbeth Salander rouba a cena.
O filme americano é bem fiel ao livro. É claro que há diferenças. Por ser uma história longa(quase 500 páginas) e difícil de ser contada, alguns detalhes foram otimizados para que a história tomasse a forma de um filme. Mas, nem por isso a história foi prejudicada. A essência da história foi muito bem conservada. Aliás, tome cuidado ao assistir este filme. Vá preparado e cuidado com as crianças. O filme não te poupa das cenas de estupro e da famosa cena do gato. São fortes assim como descritas no livro. Este foi o fator que me levou a concluir que o filme é bom e fiel ao livro. Ao contrário de muitos outros filmes de livros que eu comentei aqui, este não tenta amenizar as coisas ou deixá-las menos chocantes preservando o que o autor Stieg Larsson realmente escreveu.
A escolha dos atores também foi muito boa, principalmente a escolha de Rooney Mara para o papel de Lisbeth Salander. Como é difícil interpretar Lisbeth Salander. Rooney Mara consegui se aproximar muito da descrição do livro. Uma garota esquelética e com porte de menina mas que se esconde por trás de piercings, tatuagens, roupas pretas e uma cara de poucos amigos. Ela também conseguiu interpretar com louvor a dualidade do comportamento da personagem. É independente, reservada, misteriosa, um olhar furioso e decidida, mas guarda dentro de si uma solidão sem tamanho. Sente-se humilhada, às margens da sociedade, sem a quem recorrer mesmo em situações horríveis nas quais ninguém negaria apoio.
Comparada ao livro, Rooney Mara não foi 100% Lisbeth Salander. Mas acho que isso até seria impossível. É uma das personagens mais complexas que já conheci. Ainda bem que as outras atrizes, que estavam querendo este papel, foram derrotadas por Mara. Não assisti à versão sueca do filme, mas ouso dizer que Rooney Mara estava perfeita.
Quanto a Daniel Craig que interpretou Mikael Blomkvist, também só tenho elogios. Ele não caiu como uma luva no papel, pois acho que a aparência física difere um pouco no que foi descrito no livro. Mas a sua interpretação foi muito boa. Achei que não ia conseguir vê-lo sem ser um agente secreto(ainda mais numa missão de investigação), mas nem me lembrei do agente durante o longo filme. Adorei o filme e amei o livro. Tanto é que estou lendo o volume 2.
Porém, infelizmente, meu post não é só elogios. Tem duas coisas que me desagradaram. A primeira delas é a tradução do título para o português, tanto do livro como do filme. Acho que este título estraga um pouco as coisas já que adianta que vai haver algum tipo de violência contra as mulheres.
E a outra foi uma única frase do filme, que na minha opinião, desestruturou as histórias que estão por vir. Eu entendo que não é fácil ver alguém como Lisbeth Salander e não tentar entender porque. Mas isso podia esperar. Não precisava vir do jeito que veio. A forma como Salander falou estra frase não soou como se fosse a verdadeira Salander. Não acho que ela soltaria algo da sua vida pessoal tão fácil assim. Acho que Stieg Larsson não guardou este segredo à toa no volume 1.
Mas se você ainda não viu o filme, veja. E leia o livro também. Não tenha receio de ler depois de ver o filme. Tenho certeza que isso não diminuirá sua empolgação. Ótima história! Faz tempo que não ficava tão empolgada assim com uma coleção.
Julieta Imortal
18 Jan 2012 Leave a Comment
in Literatura Tags: farsa, julieta, romeu, Stacey Jay
Este livro da Stacey Jay chegou até mim através de uma propaganda do site skoob. Eu costumo navegar bastante neste site em busca de novos autores e histórias para ler. O tema Romeu e Julieta chamou a minha atenção. O fato de não ser a história de Shakespeare me deixou muito curiosa e resolvi ler. Muita gente elogiando o livro no skoob também ajudou.
Sinopse: Julieta Capuleto não tirou a própria vida. Ela foi assassinada pela pessoa em quem mais confiava, seu marido, Romeu Montecchio, que fez o sacrifício para assegurar sua imortalidade. Mas Romeu não imaginou que Julieta também teria vida eterna e se tornaria uma agente dos Embaixadores da Luz. Por setecentos anos, Julieta lutou para preservar o amor e as vidas de inocentes, enquanto Romeu tinha por fim destruir o coração humano.
Mas agora que Julieta encontrou seu amor proibido, Romeu fará tudo que estiver ao seu alcance para destruir a felicidade dela. Segredos, mistérios e surpresas envolvem este poderoso romance em que o casal mais famoso da literatura mundial tem a chance de contar sua verdadeira história.
Lendo a sinopse, a história parece apaixonante, daquelas que te fazem ler sem parar. Bom, e é assim mesmo. Pelo menos 1/2 do livro é assim. Julieta está no corpo de Ariel, uma jovem que guarda muitas mágoas e dores. Sente-se sozinha e desprezada. Culpa as marcas que um acidente deixou em seu rosto por esta solidão, por não ser aceita nem pela própria mãe. Sente-se feia e acredita que todos pensem assim já que sua mãe não a deixa sair de casa sem maquiagem. A única pessoa com a qual Ariel pode contar é Gemma, sua melhor amiga.
Julieta está no corpo de Ariel com a missão de ajudar duas almas gêmeas a se encontrarem e se comprometerem com o amor que sentem. Almas gêmeas não conseguem ser felizes se não estiverem juntas. Julieta acredita que o casal da vez é Gemma e Ben, rapaz que salvará sua vida e pelo qual se apaixonará.
Mas ela não está sozinha na cidade. Após a morte de Dylan, colega de escola de Ariel, Romeo passa a usar o corpo de Dylan para cumprir sua missão: impedir que Julieta consiga unir Gemma e Ben. Por anos tem sido assim. Julieta sente ódio de Romeu por tudo o que ele fez a ela. Mas ela, uma agente dos embaixadores da luz poderia sentir ódio? Mas ela não consegue evitar. Porém, desta vez tudo será diferente. Julieta não sabe que ela e Romeu estão em suas últimas missões e há muito mais segredos entre os embaixadores da luz e os mercenários do que ela imagina. E Romeu conhece alguns destes segredos e vai usar seu conhecimento para tirar de Julieta o que ele precisa.
Daí, a história discorre sobre o triângulo amoroso Ariel/Julieta, Gemma e Ben. Julieta tenta esconder o seu amor por Ben e uní-lo à sua alma gêmea. Além do obstáculo que é juntar duas pessoas que não se dão bem, ela ainda tem que se preocupar com Romeu e suas maldades.
Eu não gostei do livro. A narrativa inicial é muito interessante. Mas após a metade do livro, comecei a achar tudo muito chato. Julieta, com 700 anos de idade e agente embaixador da luz, comporta-se de uma maneira extremamente infantil, imatura e muitas vezes irritantes. Os diálogos passaram a ficar sem sentido e senti que a autora estava prolongando demais o desfecho. A história foi ficando confusa e surreal demais até para um romance sobrenatural. Para mim, houve uma queda brusca da qualidade da narrativa. A história foi sobrecarregada de elementos e violência que em nada acrescentaram ao desfecho final.
Além disso, acho que o desfecho final foi contra tudo o que o livro se propôs a ser. Seria uma história em que Romeu matou Julieta e uma história que prega que almas gêmeas não conseguem ser felizes separados. A autora me fez acreditar que o amor verdadeiro só pode ser encontrado em sua alma gêmea. E o final contradiz tudo isso. Eu fiquei com a sensação de que fui enganada. A premissa de que “A maior história de amor de todos os tempos é uma farsa” é uma farsa. No fim das contas, a história se aproxima em muitos aspectos da história original de Romeu e Julieta.
Eu achei que amaria o livro. Mas fiquei bem decepcionada. A proposta da autora é muito original e interessante, mas ela acabou se perdendo no seu propósito e o resultado final não atingiu as expectativas. É uma pena, pois uma história muito legal e interessante poderia ter sido construída sobre esta idéia. Ainda não decidi se vou ler a continuação. Estou bem tentada porque é centrada em Romeu, e na minha opinião, é a coisa boa deste livro. O personagem de Romeu é muito bem estruturado, bem-humorado e maduro. Quem sabe desta vez, a autora não acerta na dose?
Em resumo, eu não aconselho a leitura de Julieta Imortal. Mas se você é daqueles que gosta de ter uma opinião própria sobre as coisas: Leia. Mas vá preparado(a).
Pretty Little Liars #10 Ruthless
27 Dec 2011 Leave a Comment
in Literatura Tags: A, Aria, Emily, Hanna, livros, PLL 10, sara shepard, Spencer
Este post contém spoilers!
Este mês foi lançado o volume 10 da história, mais que famosa, de Sara Shepard, Pretty Little Liars. Ruthless continua a nova saga das Liars que foi apresentada no volume 9. Após as meninas descobrirem quem era “A” e que sua melhor amiga, Alison, não era a verdadeira Alison e sim sua irmã gêmea Courtney, as Liars acreditavam no “felizes para sempre”. Mas, como vimos em Twisted, as Liars são perseguidas por Murphy e por “A” também.
Durante anos um escândalo abalou Rosewood, Pensilvânia — e as alunas do colegial Aria, Emily, Hanna, e Spencer sempre foram o centro do drama. Elas perderam amigos, foram alvos de um perseguidor implacável chamado A, e escaparam por pouco da morte. E isso ainda não acabou.
O amor da vida de Aria não está à disposição. Emily está explorando seu lado selvagem. Hanna está beijando o inimigo. E alguém do passado de Spencer — alguém que ela nunca pensou que veria de novo — está de volta para assombrá-la.
Mas nada disso se compara ao que aconteceu na última primavera. Esse ainda é seu segredo mais escuro e adivinhe quem o descobriu? Agora A está determinada a fazê-las pagar por seus crimes, e a única coisa mais assustadora do que A é o medo de que talvez, apenas talvez, elas mereçam o que está vindo para elas.
Na nova saga de Emily, Spencer, Aria e Hanna, elas tentam seguir a vida e fortalecer os laços de amizade. Mas algo terrível acontece na viagem de férias para a Jamaica, “A” volta a ameaçá-las e as Liars resolvem se separar. É neste cenário que inicia-se Ruthless. As quatro amigas estão distantes e absortas em seus próprios problemas. Aria vai ter que aguentar Klaudia todos os dias na escola, Hanna tem segredos que podem arruinar a candidatura de seu pai ao senado, Spencer tem medo do que fez no verão passado e Emily como sempre ainda lamentando o que aconteceu entre elas e Ali, sua gravidez, sua saída do time de natação e blablabla.
Para mim, Ruthless é mais do mesmo. Para mim, a Sara Shepard está escrevendo porque está sendo obrigada. Ela não consegue inventar mais nada de novo para as Liars. Também não acho que deveria haver mais desta história depois que o assassinato de “Ali” foi resolvido. O volume 10 se arrasta com os mesmos problemas e mistérios. As garotas estão infelizes, perseguidas por “A”, tem segredos que precisam esconder de todos e, apesar de tudo isso, não são mais amigas. Como sempre, Hanna competindo com sua “irmã” Kate e fazendo coisas que podem arruinar a vida do seu pai, Aria sofrendo por causa de Noel até cair momentaneamente nos braços de Ezra, Spencer tentando ser a filha perfeita e Emily está apaixonada por uma garota e esta garota pode ser a “nova A”. Agora me diz se você já não leu esta história antes?
Mas, não pára por aí. Você se lembra do final de Mona? A primeira “A” da história das Liars? Pois é. O final de Ruthless é exatamente o final de Mona. No mesmo lugar, nas mesmas circunstâncias. Ah claro. Não é a Mona em Ruthless. A Mona morreu e quase levou a Spencer junto. Agora vamos ver o mesmo final entre uma outra Liar e uma “nova” candidata a “A”.
Se você vai ser Ruthless, só te aviso: Tenha paciência. Muito blablablabla antes do déjá vu emocionante do final. E que venha Stunning, volume 11 para desvendar o grande mistério: Será que Alison DiLaurentis está viva? Daí você me pergunta: “Você vai ler o volume 11″? E eu respondo que sim. Este é o preço a se pagar por ser curiosa! #fail
Dentro de um abraço
19 Dec 2011 Leave a Comment
in Literatura Tags: abraço, feliz por nada, Martha Medeiros
Onde é que você gostaria de estar agora, nesse exato momento?
Fico pensando nos lugares paradisíacos onde já estive, e que não me custaria nada reprisar: num determinado restaurante de uma ilha grega, em diversas praias do Brasil e do mundo, na casa de bons amigos, em algum vilarejo europeu, numa estrada bela e vazia, no meio de um show espetacular, numa sala de cinema assistindo à estreia de um filme muito esperado e, principalmente, no meu quarto e na minha cama, que nenhum hotel cinco estrelas consegue superar – a intimidade da gente é irreproduzível.
Posso também listar os lugares onde não gostaria de estar: num leito de hospital, numa fila de banco, numa reunião de condomínio, presa num elevador, em meio a um trânsito congestionado, numa cadeira de dentista.
E então? Somando os prós e os contras, as boas e más opções, onde, afinal, é o melhor lugar do mundo?
Meu palpite: dentro de um abraço.
Que lugar melhor para uma criança, para um idoso, para uma mulher apaixonada, para um adolescente com medo, para um doente, para alguém solitário? Dentro de um abraço é sempre quente, é sempre seguro. Dentro de um abraço não se ouve o tic-tac dos relógios e, se faltar luz, tanto melhor. Tudo o que você pensa e sofre, dentro de um abraço se dissolve.
Que lugar melhor para um recém-nascido, para um recém-chegado, para um recém-demitido, para um recém-contratado? Dentro de um abraço nenhuma situação é incerta, o futuro não amedronta, estacionamos confortavelmente em meio ao paraíso.
O rosto contra o peito de quem te abraça, as batidas do coração dele e as suas, o silêncio que sempre se faz durante esse envolvimento físico: nada há para se reivindicar ou agradecer, dentro de um abraço voz nenhuma se faz necessária, está tudo dito.
Que lugar no mundo é melhor para se estar? Na frente de uma lareira com um livro estupendo, em meio a um estádio lotado vendo seu time golear, num almoço em família onde todos estão se divertindo, num final de tarde à beiramar, deitado num parque olhando para o céu, na cama com a pessoa que você mais ama?
Difícil bater essa última alternativa, mas onde começa o amor, senão dentro do primeiro abraço? Alguns o consideram como algo sufocante, querem logo se desvencilhar dele. Até entendo que há momentos em que é preciso estar fora de alcance, livre de qualquer tentáculo. Esse desejo de se manter solto é legítimo, mas hoje me permita não endossar manifestações de alforria. Entrando na semana dos namorados, recomendo fazer reserva num local aconchegante e naturalmente aquecido: dentro de um abraço que te baste.
Trecho do livro Feliz Por Nada de Martha Medeiros
Dever de sonhar
17 Dec 2011 Leave a Comment
in Literatura, Reflexões Tags: Fernando Pessoa
Eu tenho uma espécie de dever,
dever de sonhar, de sonhar sempre,
pois sendo mais do que um espectador de mim mesmo,
eu tenho que ter o melhor espetáculo que posso.
E assim me construo a ouro e sedas,
em salas supostas, invento palco,
cenário para viver o meu sonho entre luzes brandas
e músicas invisíveis.
Fernando Pessoa
Um dia – book
12 Dec 2011 Leave a Comment
in Literatura Tags: David Nicholls, Dexter, Emma, one day, um dia
O título desta história me leva a pensar nas diversas situações em que já falei “Um dia blablabla”. Muitas vezes, deixamos coisas importantes para este dia do futuro sem pensar que ele pode não chegar.
Depois de ver a propaganda deste livro por meses no metrô, um amigo dizer que esta história lembra muito a nossa amizade(Espero que só o começo lembre a nossa amizade. Ninguém merece a vida de Emma Morley) e saber que Nick Hornby recomenda a leitura, eu não tive como evitar. Não estava pensando em ler agora. Várias coisas para ler. Mas com a estréia do filme resolvi que queria ler antes de assistir. Acho que é melhor. Senão eu não consigo enxergar os personagens como o autor os descreve, acabo associando-os aos atores e aí não tem volta. E muitas vezes, os atores não se parecem com os personagens. Como é o caso da Anne Hathaway e Emma(ela é uma redhead).
Mas vamos ao que interessa. Um dia conta a história do relacionamento de Emma e Dexter durante 20 anos. Os dois estudaram na mesma universidade mas só se falaram na festa de formatura. Emma é daquelas garotas intelectuais, com discurso “anti-burguês” e cheia de ideais e vontade de mudar o mundo. Gosta de arte e sempre tem citações de grandes nomes da literatura na ponta da língua. Orgulhava-se de sua playlist. Dizia que só ouvia boa música( que incluía The Smiths
). Já Dexter é um cara bonito, descolado, família rica e que fazia sucesso com as mulheres. Não tinha ideais. Queria aproveitar a vida, festas e baladas. Queria viajar, conhecer a Índia e a China, fazer uma tatuagem e não se preocupar com o amanhã. Julgava-se jovem demais para isso.
Após a festa de formatura, um novo mundo surge para ambos. Eles passaram a noite juntos, mas sabem que seus caminhos serão diferentes depois deste 15 de julho, dia de São Swithin. Mas, por alguma conexão sem explicação, eles não conseguem se separar emocionalmente. Cada um segue suas vidas, que são muito diferentes do que esperavam. Mas por algum motivo não conseguem se desligar. E assim, David Nicholls, narra a relação de Dex e Em por 20 anos através de flashes de cada dia 15 de julho de cada ano.
Ao longo destes 20 anos, Em e Dex encontram-se, desencontram-se, tentam seguir a vida sem o outro, brigam, choram, riem, sofrem grandes perdas e vivem uma sucessão de oportunidades perdidas. É incrível como pode haver um distância tão grande entre o que você imaginou que seria e o que você se tornou. É assim que é a vida destes personagens. Eles são tão reais que poderiam pertencer ao meu círculo de amizades. Ou até, eu poderia ser um deles. Acho que as palavras de Jonathan Coe sobre o livro pode resumir o que eu quero dizer: “É ainda mais raro encontrar algum(um romance) em que os protagonistas sejam construídos com tanta solidez, com uma fidelidade tão dolorosa à vida real.”
O mais fascinante desta narrativa é que eu não preciso saber o que aconteceu durante o ano inteiro de Dex e Emma. Cada dia 15 de julho é vivido e (re)vivido à exaustão e a cada 15 de julho os personagens e eu aprendemos um pouco mais sobre esta relação. Através de pequenos detalhes, pequenos gestos, pequenos acontecimentos.
Eu concordo com quem diz que este é o melhor romance do ano. É inteligente. É brilhante. Você simplesmente não consegue parar de ler. Devo confessar que o dia 15 de julho de 2003 para mim foi mortal. Eu realmente tive vontade de atirar o livro pela janela do trem. Mas me mantive firme. Não podia desistir da história de Dex e Em. Definitivamente, esta é uma história de amor para aqueles que sempre desejaram alguém que nunca tiveram. Eu RECOMENDO a leitura. O melhor livro que eu li este ano!
Um dia – Trailler
09 Dec 2011 Leave a Comment
in Filmes, Literatura Tags: Anne Hathaway, David Nicholls, Jim Sturgess, one day, trailler, um dia
Eu terminei a leitura do livro “Um dia”. Nos próximos dias publico a resenha aqui. Ainda estou pensando em tudo que li…
Agora é assistir ao filme! Espero que seja bom… também!
Pretty Little Liars #9 Twisted
06 Dec 2011 1 Comment
in Literatura Tags: livros, PLL 9, sara shepard
Após ler os 8 volumes da coleção Pretty Little Liars da Sara Shepard, me surpreendi ao descobrir que a história não parou por aí. Mesmo depois de descobrir quem são os “A´s” e quem matou a “Ali”, a vida de Spencer, Hanna, Aria e Emily não teve um final “felizes para sempre”. É um pouco difícil de acreditar que Sara Shepard tenha mais para falar da história das 4 amigas que foram enganadas por Alison e sua irmã gêmea. Mas sabe aquela sensação “eu não posso deixar isso pelo meio já que cheguei até aqui”? Foi exatamente por isso que me fez iniciar a leitura do volume 9. Eu sabia que boa coisa não poderia vir. Já houve mistérios demais, mentiras demais e e gêmeas demais para uma série só.
Tudo que eu tenho a dizer sobre o volume 9 é: Déjà vu. Sara Shepard usa novamente a dúvida da morte de Alison, a existência de “A” e o afastamento das 4 Liars para continuar a história que parecia encerrada. Será que eu aguento isso? Mais livros e livros da Liars comportando-se de forma tão estúpida deixando Alison manipularem suas vidas? Eu duvido que Shepard consiga ser ainda mais criativa do que nos 8 volumes anteriores. Mas como eu preciso saber o que aconteceu, vou continuar lendo. Aliás, hoje é o lançamento do volume 10 nos EUA: Ruthless. E a saga continua…
Anna e o beijo francês
05 Dec 2011 1 Comment
in Literatura Tags: anna, Stephanie Perkins
Anna e o beijo francês foi daqueles livros “amor à primeira vista”. Eu estava passeando pela livraria cultura aqui perto do trabalho (aliás, trabalhar perto de uma livraria cultura é um perigo!) quando vi “Anna e o beijo francês” pela primeira vez. Confesso que a similaridade
com o meu nome me fez ficar curiosa. Adorei a capa, muito fofa! Li a sinopse e, imediatamente, entrou para a minha lista de livros para ler.
Como o nome do livro já denuncia, a protagonista da história é Anna. Anna é uma garota de Atlanta, que é enviada para terminar seus estudos em Paris. Anna nunca quis estudar em Paris. Ela queria aproveitar seu último ano em Atlanta junto com seus amigos e seu “namorado”. Ela não entende porque o pai insiste em enviá-la à Paris, sozinha, sendo que ela não sabe nada da França. Aliás, ela nem sabe como vai se virar lá já que também não sabe falar francês.
Mas o pai de Anna não cede aos seus protestos e a envia para Paris. Ela se sente só, perdida. Não consegue nem pedir o seu próprio café da manhã. Só entender o cardápio já é um desafio. Felizmente, ela conhece novos amigos Meredith, Rashimi e Josh que prometem fazer esta grande mudança ser mais suave. Ah, Anna também Étienne St. Clair. O que falar de St. Clair? Um garoto irritante e muito gato, pelo qual todas as garotas da faculdade tem uma queda, inclusive sua nova amiga Meredith. E para não fugir da regra que envolve este tipo de garoto, ele tem namorada. Uma namorada muito bonita!
Infelizmente, ter namorada não o torna menos interessante, menos gato, menos apaixonante. Torna proibido. E o proibido é assim, nos deixa ainda mais perturbados, interessados e é ainda mais gostoso! E para piorar tudo, Étienne St. Clair torna-se o melhor amigo de Anna.
O livro é narrado em primeira pessoa o que torna a relação do leitor com Anna ainda mais envolvente. É muito difícil ficar indiferente a tudo o que passa na mente e no coração da protagonista. É um romance sincero, cheio das complicações que envolvem a maioria dos romances. Daqueles que te fazem pensar como é bom encontrar um Étienne St. Clair pelo menos uma vez na sua vida. Acredito que mesmo quem acha que tudo que é romântico acaba se tornando meio bobo e sem sentido, vai gostar do livro. Alguém pode me dizer que é livro de adolescente. Mas quem não fica meio adolescente quando está apaixonado(a)? Eu não Eu não consegui parar de ler. Ótima opção para ler nas férias!









