Dance!

Quando estiver triste, dance!! Dançar sempre! 29 de abril, dia internacional da dança!

Kahina Cia de dança – A magia do cinema – Espetáculo 2012

Este ano tem o tão esperado espetáculo da Kahina Cia de dança. Este ano, Kahina traz a magia do cinema para o palco do Teatro Salesiano. O espetáculo conta com a participação de convidados ilustres como Tarik e Marcio Mansur, além da própria Kahina e suas alunas(eu, por exemplo :-P ). Cada detalhe está sendo preparado com muito cuidado e carinho. Eu posso assegurar que quem for assistir irá se emocionar e quem não for vai se arrepender amargamente depois. E como quem avisa amigo é, os ingressos já estão à venda na cia. Espero todos lá, dia 28 de julho!

4º Espetáculo Kahina Cia de Dança do Ventre

“A Magia do Cinema – Onde os sonhos se transformam realidade”

Teatro Salesiano
28 de julho de 2012
Ingressos R$ 25,00

Informações:
Site: www.kahinabellydance.com
E-mail: kahina@kahinabellydance.com
Tel: (11) 2981-4311


Eficiência Física para bailarinos

Eu não sou bailarina, porém tento arduamente desenvolver a minha inteligência cinestésica através da dança e, quem sabe um dia, ser bailarina. Por mais óbvio que isso possa parecer, nunca havia pensado que há exercícios físicos específicos para atender às necessidades de um corpo que dança. O esforço físico de um jogador de futebol é diferente do esforço físico de um tenista, que por sua vez é diferente de um nadador e assim por diante. Treino específico para a sua atividade são mais eficientes e eficazes.

No último final de semana, tive a oportunidade de participar de um workshop que abordava justamente este tema: Eficiência Física para bailarinos. A professora Ana Lúcia Evans da Kahina Cia. de Dança do Ventre – Saúde e bem-estar apresentou uma série de exercícios voltada para aumentar a flexibilidade, força e resistência do corpo de um bailarino. Foram 30 exercícios divididos em 6 etapas: Alongamento cervical, postura, fortalecimento abdominal, braços e ombros, fortalecimento da zona média e superior das costas e região lombar. A professora enfatizou várias vezes que a frequência mínima para resultados é de 3 vezes por semana.

O que mais me chamou à atenção no workshop da Ana Lúcia foi a importância da sustenção do movimento. Ela nos explicou que a sustenção é tão importante quanto a repetição do movimento. Ao realizar uma série de abdominais por exemplo, a repetição de elevar o troco e contrair a musculatura desta região deve ser acompanhada de sustenção deste movimento. A sustentação é manter o tronco elevado por uns 10 segundos por exemplo. Isso torna o exercício mais eficaz.

Como a própria Ana Lúcia fez questão de nos lembrar, os resultados não aparecem da noite para o dia. Quando assistimos bailarinos que executam movimentos elegantes e suaves, ficamos com a impressão que é algo quase natural. Porém, é resultado de muito treino e disciplina na preparação do corpo para suportar as repetições exaustivas na busca pelo movimento perfeito.

Para quem perdeu e se interessa pelo tema, eu sugiro entrar na página da Kahina Cia. de Dança do Ventre – Saúde e bem-estar e pedir por este workshop. Quem sabe a Kahina não agenda outras sessões ? Vale a pena. Tanto que já pedimos o módulo II para a Ana Lúcia. Mas antes do módulo II, é preciso disciplina para praticar o que foi dado no módulo I.

Dançando à moda de algoritmos de ordenação

Para quem cursou algo relacionado a TI no ensino superior, deve conhecer bem estas palavras: Bubble-sort, Quicksort, Select-sort entre outros. Deve ter se matado de estudá-los e tido medo de confundí-los na prova. Afinal, todos são algoritmos de ordenação.

Uma forma muito comum de entender como estes algoritmos funcionam é ver simulações. Eu mesma já vi muitas figuras e animações em java ou flash que simulavam o comportamento destes algoritmos. Porém, posso garantir que nunca tinha vista uma companhia de dança folclórica simulando o comportamento destes algoritmos dançando. É surreal!

Visto aqui!

Dançar é voar com os pés presos ao chão

29 de abril, dia Internacional da dança!

Just Dance

Burning desire
Just dance
A need so intense
Words cannot describe
Just dance
Craving more
Wanting something far more than this
Just dance
Burning desire
Wanting something more
Craving this new sensation
Just dance
The music sweeps away all thought
The pounding rhythm controls my body
Just dance
Foreign tongues call out to me
Distant and strange even as they are familiar
Just dance
Nothing left to do
But given into these sensations
Just dance
No time left for thought
All that’s left for me to do is
Just dance

29 de abril – Dia Internacional da dança

Giselle

Neste último final de semana, o Balé da Cidade de São Paulo encerrou sua temporada de 2010 com uma releitura do do drama clássico  “Giselle” encenada no auditório do Ibirapuera. Eu fui assistir  e fiquei maravilhada com o espetáculo em si e com o auditório do ibirapuera.

Auditorio do Ibirapuera - Entrada

Vou começar falando do auditório, é lindo. A arquitetura do auditório em si já vale a visita. O auditório foi projetado pelo grande Oscar Niemeyer há 50 anos. A infra-estrutura e acústica são muito boas. Eu fiquei encantada com a decoração moderna do saguão de entrada. Tirei várias fotos.  O auditório tem capacidade para 800 pessoas em seu interior, mas há um detalhe que me surpreendeu muito. O fundo do palco conta com uma porta de 20 metros, que quando aberta, permite espetáculos na área externa do parque. Eu fiquei maravilhada!

Giselle é um clássico do balé romântico encenado pela primeira vez em Paris em 1840. Este espetáculo é dividido em dois atos, sendo que o primeiro passa-se no mundo real e o segundo no mundo sobrenatural. Giselle é uma moça pobre  que vive em um vilarejo francês. Na época da colheita das uvas, as festas do vilarejo atraem muitas pessoas, inclusive nobres da região. É assim que Giselle conhece o conde Albrecht e se apaixona profudamente. O conde que se passa por lenhador, também se apaixona pela moça e como medo de perdê-la não revela que ele é um nobre. Porém o ex-namorado de Giselle, Hilarion, faz de tudo para desmascarar o conde e mostrar a Giselle que foi enganada. Giselle, diante da grande decepção, enlouquece de tristeza e  morre de tanto desgosto. Na versão original, Giselle suicidava-se com uma espada. Mas isso chocou muito o público da época e agora ela simplesmente morre de amor. Que lindo não?

Giselle é enterrada na floresta, onde é o lar das Willis. Elas são moças que também morreram de amor e para se vingar, materializam-se à meia-noite e fazem os homens que passeiam pela floresta dacem até morrerem de cansaço. Quando o conde vai visitar o túmulo de Giselle, é vítima das Willis e está condenado à morte. Porém, o amor de Giselle por ele ainda é grande e ela surge para proteger seu amado poupando-lhe a vida até o amanhecer.

Giselle é interpretada por três bailarinas

A versão apresentada pelo balé da Cidade de São Paulo é bem diferente da versão original. Para começar, os movimentos utilizados são uma mistura de balé clássico, contemporâneo, movimentos de capoeira e artes marciais. Outro diferencial é a divisão do personagem principal, Giselle, em três intérpretes. Cada uma delas representa um estado de espírito, uma face da protagonista.

Um outro item importante deste trabalho do Balé da Cidade de São Paulo foi o trabalho conjunto com a Orquestra Experimental de Repertório e o Maestro Jamil Maluf. A orquestra divide o palco com os bailarinos e traz toda a emoção e vivacidade da música ao vivo.

O espetáculo foi belíssimo. O trabalho dos mais de 100 profissionais envolvidos foi aplaudido de pé pelas 800 pessoas que lotavam o auditório na última sessão de domingo. O final foi surpreendente e inesquecível. O amanhecer que salva o conde da morte foi acompanhado pela abertura da porta de fundo do auditório. Este efeito foi enriquecedor. Enquanto a porta se abria, o dia invadia o auditório com toda a sua claridade. Realmente tive a sensação de que estava amanhecendo. Foi lindo.  Fiquei emocionada. Todo o elenco está de parabéns, mas quero destacar o trabalho do bailarino Jaruam Miguez que fez Hilarion. Movimentos perfeitos, impressionantes, de tirar o fôlego.

Agora é esperar pela temporada 2011 do Balé da Cidade de São Paulo. Para quem quiser ver mais tem o álbum de fotos dos ensaios no uol e uma matéria do programa de tv Metropolis.

Teatro Bradesco – A Gaiola das Loucas

A peça, sucesso de público e crítica no Rio, A Gaiola das Loucas está em cartaz no Teatro Bradesco aqui em São Paulo. Apesar de eu nunca ter ouvido falar nesta peça, a primeira montagem de A Gaiola das Loucas, de Jean Poiret, aconteceu em 1973 em Paris.  Pesquisando um pouco mais, descobri que já teve adaptações para a Broadway e para o cinema.

A história fala de um casal homossexual que comanda uma boate chamada a Gaiola das Loucas. Na versão brasileira, o casal é interpretado por Miguel Falabella(Georges) e Diogo Vilela(Albin/Zazá). Georges e Albin tem um filho, Jean, fruto de uma noite de bebedeira entre Georges e uma atriz com quem ele trabalhava na juventude. Jean cresceu aceitando esta situação não convencional de família, porém agora quer uma família mais tradicional. Este desejo de família “normal”  vem à tona porque ele se apaixonou por uma jovem, Anne, cujo o pai é presidente do Família, Tradição e Moralidade. O pai de Anne é bem preconceituoso e promete varrer os ” gays” da Rivieira caso for eleito.

Sendo bem sincera, a história não me seduziu. Apesar de ser encenada com muito humor pelo elenco, não me surpreendeu, não me prendeu. O mesmo eu não posso dizer da produção deste espetáculo. Simplesmente incrível, trabalho excelente. A adaptação de Falabella não deixa nada a desejar em relação aos musicais da Broadway.  É um show de cores e luzes aos olhos.

Para se ter uma idéia, são mais de 40 trocas de cenários e figurinos, compostos por 300 peças de roupa e 100 perucas. Os números de sapateado são maravilhosos. Muito brilho, cor, plumas, vestidos lindíssimos e coreografia impecável. Não tem como não parabenizar o elenco pelo trabalho.

Além disso, me surpreendi com o ator que Diogo Vilela é. Desempenha o papel de Albin, que é a estrela da gaiola das loucas com o personagem Zazá, de uma forma surpreendente. Muito flexível e versátil, ele interpreta, dança e canta sustentando um salto que muitas mulheres por aí não conseguiriam. Ele explora um certo humor, sem cair na vulgaridade ou deboche e cativa o público com seus problemas e suas dores.

E para terminar, quero falar um pouco do próprio Teatro Bradesco. Um dos teatros mais bonitos que já fui. Muito grande, com uma acústica excelente e boa visibilidade de todos os setores. Tem 7.000m2 e capacidade para 1.457 espectadores. Os lustres que decoram o saguão são belíssimos com 3.100 elos de vidros encaixados uns aos outros. Inaugurado há pouco mais de um ano, não imaginava que o shopping Bourbon escondia este tesouro.

O espetáculo é belíssimo, um verdadeiro show de arte. A história não é das melhores, mas o elenco sabe como amenizar este ponto e cativa o público com seus brilhos, figurinos, cenários e números de sapateado. Além disso, o teatro é show a parte. Vale a pena conhecer o teatro Bradesco.

A peça está em cartaz até dia 17 de dezembro. Quem quiser ver, ainda dá tempo! Vendas pelo ingresso rápido.

Links interessantes:
Teatro Bradesco
Resenha do Estadão

Virada Cultural

Este fim de semana acontece a Virada Cultural aqui em São Paulo. São 24 horas de cultura espalhada por toda a cidade, para todos os gostos e para todas as tribos. E o melhor de tudo que é grátis! É uma oportunidade que muitas pessoas tem de sair da rotina, do modo automático e curtir a infinidade de coisas que nossa grande metrópole oferece.

Eu selecionei algumas atrações que recomendo. São muitas e fica muito difícil optar. São elas:

Estação da Luz
Orquestra Sinfônica Municipal e Coral Lírico – Carmina Burana dia 15 às 22hs
Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp dia 16 às 16hs
Av. São João
Pitty dia 16 às 09hs
Titãs dia 16 às 17h30
Igreja de São Bento
Quarteto de Cordas da Academia da Osesp dia 16 às 12h

Casper Líbero
Malu Magalhães – dia 16 às 16h40

CEUS
CEU Três Lagos – O Teatro Mágico dia 15 às 20h
CEU Casa Blanca – Malu Magalhães dia 15 às 19h

Toda a programação da virada, você encontra no site do evento. Faça a sua programação e aproveite. Ah, conselho: Vá de transporte público. Garanto que você vai me dar razão depois.

Não posso esquecer de comentar o nome que deram para o palco que foi montado no pátio do colégio: Palco do Eu sozinho. Quando vi já pensei logo em Los Hermanos!

Quando danço

Hoje é o dia internacional da dança. Dançar é libertar a alma. Dançar é encontrar a harmonia. É voar com os pés presos ao chão.

Quando danço o meu corpo não é meu
Quando danço, viajo por mundos intocáveis
Quando danço, o meu corpo solta-se do pensamento
E atinge o cosmos, à velocidade da luz
Quando danço, a música está em mim
Quando danço, sou eu
Quando danço, as cores misturam-se
Num arco-íris com mais a minha cor
Quando danço, sinto a alegria de tocar o Céu
Quando danço, a Felicidade invade o meu coração
Quando danço, simplesmente me deixo voar
Quando danço sei quem sou
Quando danço, sei que nem sempre
Os pés no chão são a melhor solução
Quando danço, a vida vive
Quando danço, eu vivo

Poema de Delfim Peixoto

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